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Bom dia!
Hoje tem a Raízen criando um cargo só pra tocar a reestruturação da dívida, tecnologia para ajudar no campo e a solução para percevejo-barriga-verde. No meio disso, a AGI vai botar R$ 15 milhões num silo inteligente feito pro calor brasileiro, a soja passou de R$ 133 a saca em Paranaguá e a Coruripe levantou R$ 1,5 bilhão com precatórios pra quitar dívida.
Pra você acordar bem informado
Por Luciana Stival
TÁ QUANTO?
EM PARCERIA COM CORTEVA
Já usou ou quer usar drone na lavoura?

Os drones já deixaram pra trás faz um tempo aquela ideia de ser brinquedo caro com cara de feira de tecnologia. Hoje ele ajuda a monitorar áreas, achar as falhas nos talhões, mapear a variabilidade e apoiar as decisões de manejo com bem mais precisão. E ainda dominam o espaço quando o assunto é aplicação mais precisa, certeira e uso mais inteligente dos insumos, porque o que todo mundo quer é um uso de insumos mais eficiente tanto pro campo quanto pro bolso.
Só que não basta jogar o bicho pro alto e achar que virou piloto de caça no meio da lavoura. O uso dessa tecnologia no Brasil exige atenção às regras, aos requisitos técnicos e às normas de segurança que organizam a operação no campo. Entender isso direito faz diferença pra usar o drone do jeito certo, sem dor de cabeça e sem voar fora da lei.
NAS CABEÇAS DO AGRO
Raízen cria um cargo só pra apagar o incêndio da dívida

Fonte: giphy.com
Quando uma empresa cria um cargo novo com a palavra reestruturação no crachá, já dá pra sentir o cheiro de fumaça. A Raízen, gigante de açúcar e energia que é a joint venture de Cosan e Shell, elegeu por unanimidade Lorival Nogueira Luz Junior pra ser o diretor de Reestruturação, função que ele vai acumular com a de diretor financeiro e de relações com investidores. Tudo no meio da recuperação extrajudicial aberta em março.
O mandato vem com prazo amarrado ao próprio plano: vale até a empresa implementar o Plano de Segregação e, se o Plano de Desinvestimento andar, se estica até o fim dele. Traduzindo do corporativês: é a Raízen separando ativo e vendendo o que precisar pra desinchar o balanço, com alguém dedicado só a tocar essa cirurgia.
Só que ainda tem letra miúda no contrato. Os donos de debêntures da terceira emissão toparam aderir ao plano, mas de forma condicionada, podendo voltar atrás na próxima assembleia. Na mesa estavam BTG Pactual, BB Asset e fundos, com quase 40% dos papéis em circulação. O apoio existe, mas com o dedo no botão de cancelar.
E daí que, quando uma empresa do tamanho da Raízen entra em recuperação, o tremor sai do escritório e chega no campo. Ela é uma das maiores compradoras de cana do país e parceira de milhares de fornecedores, e o desfecho do plano mexe com contrato, arrendamento e o humor do setor inteiro. Pro fornecedor de cana, acompanhar essa novela é cuidar do próprio caixa.
PAUTA VERDE
A FS achou valor onde todo mundo só via fumaça

A maioria das usinas trata o carbono que solta como problema para esconder. A FS resolveu tratar como mercadoria: pegou o CO₂ da própria produção de etanol e acertou a venda de 10 mil créditos de carbono, enterrando o gás no subsolo de Mato Grosso.
A jogada atende pela sigla BECCS, bioenergia com captura e armazenamento de carbono. Na usina de Lucas do Rio Verde, a FS captura o CO₂ que sai da fermentação do etanol de milho e injeta no solo, onde ele fica preso. Os estudos mostram que dá para enterrar as 423 mil toneladas que a usina emite por ano durante 30 anos, somando cerca de 12 milhões de toneladas guardadas embaixo da terra. Numa das transações já acertadas, o crédito saiu a US$ 150 por tonelada.
Acontece que o jogo ainda está no primeiro tempo. A venda é futura: a injeção de CO₂ só deve começar em 2026, depois das licenças da ANP e do órgão ambiental de Mato Grosso, e os créditos seguem a metodologia Gold Standard, a régua mais cobrada do mercado voluntário. Pela empresa, são as primeiras vendas de remoção de carbono do Brasil.
Pro agro, o recado é grande: a FS está mostrando que o etanol de milho pode virar "carbono negativo" e que a mesma usina rende duas vezes, no combustível e no crédito. Quem fez a lição de casa ambiental tende a valer mais na próxima negociação.
EM PARCERIA COM CORTEVA
Ataque silencioso (e perigoso)

A lagarta-do-cartucho gosta de trabalhar em modo stealth, sem deixar ninguém perceber, mas o estrago aparece rápido até demais. No milho, ela ataca o cartucho, compromete o desenvolvimento da planta logo cedo e pode derrubar o potencial produtivo antes mesmo de muita gente perceber que o problema já entrou na lavoura. Quando o monitoramento falha, ela faz a festa e ainda manda a conta pro manejo.
Identificar os sinais certos e acompanhar a área com frequência muda o jogo. É isso que permite agir na hora certa, com estratégia melhor e menos chance de deixar o prejuízo correr solto. Neste conteúdo, a Pioneer® mostra como reconhecer os sintomas e adotar formas mais eficientes de controle no campo.
ASSUNTO DE GABINETE
“Era uma vez” um combustível verde de avião

Tem prazo correndo, mandato para cumprir e um decreto cochilando numa gaveta da Casa Civil. O combustível sustentável de aviação, o SAF, está exatamente nessa novela.
O mandato começa a valer em 2027, com 1% de redução de emissões no setor aéreo. O problema é que a Lei do Combustível do Futuro, aprovada em 2024, ainda não virou regra na prática: o decreto que regulamenta o SAF está parado na Casa Civil desde dezembro. Nos bastidores, o Brasil corre por outra frente e já tem 9 pedidos de certificação de matérias-primas na Corsia, o programa global da aviação, incluindo etanol de milho, sebo bovino e macaúba, de uma lista de 57 materiais elegíveis.
Aí é que mora o perigo: sem regra publicada, ninguém precifica direito. A Petrobras, que responde por 92% do querosene de aviação consumido no país, mais Vibra, o Ministério de Minas e Energia e a Gol foram a público cobrar pressa. Um diretor da Gol resumiu o nó: é difícil desenhar o mecanismo econômico de um produto, a passagem, que se vende um ano antes de o avião decolar.
Traduzindo pro bolso do agro: o etanol, o sebo e a macaúba só viram dinheiro novo quando a caneta assinar lá em cima. Enquanto o decreto dorme, o relógio de 2027 segue correndo.
CAMPO ATUALIZADO
AGI aposta R$ 15 milhões num silo inteligente feito pra suar no calor brasileiro

Fonte: Divulgação/AGI - CNN
Silo é que nem geladeira: ninguém repara enquanto funciona, mas se esquentar, estraga tudo lá dentro. A AGI Brasil, fabricante de silos e armazéns, vai botar R$ 15 milhões num centro de tecnologia em Cândido Mota, no interior de São Paulo, só pra cuidar disso. A estrutura deve ligar os motores no comecinho do segundo semestre, e o coração do projeto é nacionalizar o BinManager, o sistema que monitora e automatiza o silo.
A ideia tem endereço certo: parar de depender de peça importada. A empresa quer fabricar no Brasil item crítico, tipo cabo de termometria, e criar algoritmo ajustado às variações de calor e umidade das principais regiões produtoras. Em vez de pegar tecnologia de fora e adaptar no susto, a aposta é desenhar pro clima tropical desde o nascimento.
Só que o foco principal entrega o tamanho do perrengue: o controle de temperatura dentro do silo. Grão mal guardado esquenta, mofa, atrai praga e vira prejuízo silencioso, e num país que colhe safra recorde atrás de safra recorde, guardar bem pesa tanto quanto colher muito. Enxergar a massa de grão em tempo real é a diferença entre vender no precinho bom lá na frente ou sair correndo pra desovar.
E daí que armazenagem é o calcanhar de aquiles histórico do agro brasileiro: falta silo, sobra grão na lona, no sol e na chuva. Tecnologia nacional, mais barata e pensada pro nosso calor, baixa a porteira pra mais gente investir em estrutura própria. Pra quem produz, guardar a safra em casa é deixar de ser refém do frete e do preço da época da colheita, quando todo mundo corre pra vender ao mesmo tempo.
EM PARCERIA COM CORTEVA
Profundidade vs percevejos

Alguns produtores de milho têm aumentado a profundidade de plantio para tentar reduzir os danos do percevejo-barriga-verde. Será que funciona? O time técnico da Pioneer® foi a campo justamente pra testar essa estratégia e entender o que muda no estabelecimento da cultura quando a profundidade entra nessa equação.
PLANTÃO RURAL
Soja supera R$ 133 a saca em Paranaguá: alta forte no porto anima o produtor que ainda tem grão pra vender.
Boi gordo fica estável com frigorífico comprando menos: o ritmo fraco de compras segura a arroba e antecipa o efeito da freada na China.
Indonésia vira o 2º maior destino dos miúdos bovinos brasileiros: mais um mercado abrindo a porteira pra partes do boi que rendem pouco aqui dentro.
Mais de 200 árvores cítricas erradicadas por greening no RS: ação tenta conter o avanço da praga que mais assombra a citricultura.
Stara inaugura centro de distribuição de peças em Goiás: a fabricante gaúcha chega mais perto do produtor do Centro-Oeste.
Coruripe levanta R$ 1,5 bi com precatórios e quita dívida: o grupo sucroalcooleiro ganha fôlego e libera garantias dadas há um ano e meio.
Irani aprova projetos de expansão e aumento de capital: a empresa de papel e embalagem mira crescer e reforça o caixa pra bancar a conta.
SE DIVERTE AÍ
Hoje o rolê é testar se você reconhece mais lavoura que o Google. No GeoGuessr, o jogo te joga no meio de uma estrada aleatória do planeta, em visão de rua, e tu tem que adivinhar onde tá no mapa. Vale procurar pista em placa, tipo de solo, pivô de irrigação, padrão de cerca, tipo de caminhão e até formato de telhado de galpão. Entra lá, escolhe um modo mundo ou América do Sul, chuta o lugar e depois conta pra gente se tu mandou o palpite certeiro ou jogou uma fazenda do Kansas no meio do Mato Grosso.
VIVENDO E APRENDENDO
Resposta da edição passada: Cidra.
Pergunta de hoje: Quantos quilos tem uma arroba (medida usada no preço do boi gordo)?
A resposta você fica sabendo na próxima edição!
