APRESENTADO POR

Bom dia!

Hoje tem fabricantes de trator e colheitadeira testando etanol no maquinário pesado, startup que usa laser e IA pra medir carbono no solo e americana que olha pro mapa do Brasil e enxerga o maior mercado de irrigação do mundo esperando pra ser aproveitado. No meio disso, a CNA entrega proposta de Plano Safra de R$ 623 bilhões, a Agrorobótica levanta R$ 10,8 milhões e o Plantão Rural vem cheio de novidade da Agrishow.

Pra você acordar bem informado

Por Enrico Romanelli

TÁ QUANTO?

MERCADO
IBOVESPA (B3) 188.618,69 17,06%
IFIX 3.924,64 3,86%
CSAN3 R$5,18 -2,63%
RAIZ4 R$0,47 -41,98%
VCRA11 R$65,49 3,30%
KOPA11 R$512,00 -15,02%
ETF OURO R$23,84 -3,75%
Bitcoin US$76.364,41 -13,56%

Os dados são publicados por BCB e Brapi.
As variações são calculadas em YTD (Year to date)

EM PARCERIA COM CORTEVA

6 passos pra começar o pré-plantio da soja sem surto

Safra boa não começa no primeiro dia do plantio. Começa antes, bem antes. No caso da soja, tem 6 pontos que ajudam a lavoura a sair mais limpa, forte e preparada pra lidar com o que vier pela frente: escolha da variedade, preparo pro plantio direto, uso de herbicidas com diferentes modos de ação, manejo preventivo de pragas e doenças, atenção aos estresses abióticos e revisão das boas práticas agrícolas.

É um checklist que não rende foto bonita pra postar no insta, mas ajuda bastante a evitar dor de cabeça lá na frente. Nesse conteúdo, a Corteva mostra tudo que você tem que ficar de olho antes de colocar a primeira semente no solo.

PAUTA VERDE

Etanol tá tentando roubar o espaço do diesel nas máquinas

Foto: Eliane Silva/Globo Rural

No meio de uma Agrishow que sofrendo com crédito travado, diesel caro e produtor sem muita coragem pra investir pesado, as fabricantes resolveram empurrar outra conversa pra frente. O etanol quer sair do tanque do carro flex e começar a cavar uma vaga no motor de trator, colheitadeira e companhia. Essa aposta ganhou mais força recentemente porque o Brasil já conhece bem esse caminho, tem cana, tem milho e tem um agro cada vez mais pressionado a produzir com mais eficiência e menos fumaça no rastro.

Só que não dá pra se emocionar e sair abastecendo qualquer máquina. O etanol no maquinário pesado ainda tá naquela fase em que a tecnologia já anima, mas continua pedindo teste, ajuste fino e bastante paciência. A Valtra diz que já passou de 10 mil horas de teste em fazendas de cana e mira entrada firme no mercado em 2029. A Massey também tá no jogo com um trator entre 200 e 300 cavalos, enquanto a Case levou pra feira um motor desenvolvido no Brasil e diz que já teve colheitadeira rodando uma safra inteira na base do etanol sem dor de cabeça.

A conversa fica ainda mais interessante porque ninguém tá tratando o etanol como salvador da pátria, e sim como mais uma peça do quebra-cabeça energético. A Fendt segue olhando com mais carinho pros elétricos, mas ainda acha que recarga é um gargalo importante no Brasil. A CNH fala em um portfólio híbrido com etanol, biometano e eletricidade. E a Jacto também botou em testes seu motor a etanol e já mira o potencial do etanol de milho, mas ainda tá tentando descobrir como entregar o torque que a máquina precisa sem perder a eficiência no meio do caminho.

Além do etanol, o biometano também tá roubando parte da cena, principalmente na cana e na suinocultura. A Valtra diz que já somou 20 mil horas de testes e quer lançar essa solução em 2028, enquanto a New Holland já tem trator a biometano rodando no Brasil e fala em uma economia de até 40%, com potência equivalente à do diesel.

POR DENTRO DO MERCADO

Lindsay olha pro Brasil, vê pouca irrigação e decide apostar ainda mais fichas

Foto: Freepik

Tem empresa indo pra Agrishow vender máquina e tem empresa indo pra feira olhando pro mapa do Brasil como quem olha pra um terreno vazio cheio de potencial. É mais ou menos assim que a Lindsay tá enxergando o país. A americana, uma das gigantes globais da irrigação, vê por aqui um agro que ainda irriga pouco perto do tamanho da área plantada que tem, e enxerga nisso uma avenida de crescimento. A visão deles é de que a gente planta muito, irriga pouco e ainda depende demais de um clima que tá cada vez mais temperamental. Pra quem vende pivô, isso não é problema nenhum, é mais um convite mesmo.

A empresa diz que o interesse por irrigação tá crescendo a cada ano e que o Brasil já virou seu principal negócio fora da América do Norte. Segundo eles, o que justifica isso é o fato de que o produtor finalmente entendeu uma coisa importante: irrigação não é enfeite, frescura e nem capricho, é uma ferramenta pra proteger a produtividade, reduzir o susto e parar de deixar a safra na mão de São Pedro.

Esse movimento também muda a ordem de prioridade dentro da porteira. Em vez de sair correndo atrás de máquina nova, muita gente tá preferindo investir em algo que mexe direto no resultado. E aí o pivô ganha espaço porque promete mais estabilidade, produtividade e menos chance de tomar uma pancada feia quando o clima resolve jogar no outro time. A própria empresa diz que as cotações e os pedidos já superam o ritmo do ano passado, mesmo com todas as dificuldades financeiras do agro atual.

Pra surfar essa onda, a companhia segue reforçando sua rede no Brasil, com 22 distribuidores, mais de 200 pontos de atendimento, fábrica em Mogi Mirim (SP) e sede em Campinas (SP). E o discurso da empresa vem sem muita humildade, o Brasil pode virar o maior mercado de irrigação do mundo nas próximas décadas, basta saber aproveitar esse potencial.

APRESENTADO POR CORTEVA

Insumos falsificados, o barato que sai caro

Produto agrícola falsificado nunca é um bom negócio na hora da compra, principalmente porque costuma virar prejuízo quando a lavoura começa a cobrar a conta. Além de embaçar o controle de pragas e doenças, esse mercado ilegal coloca em risco toda a produtividade, a segurança de quem trabalha no campo e a confiança na cadeia. E como esses produtos não passam por processo regulatório, a composição pode ser um mistério que ninguém quer resolver no meio da safra.

No conteúdo do Coeficiente Agro, a Corteva explica como esse mercado funciona, onde mora o risco e por que uso seguro e legal ainda é o melhor negócio.

SAFRA DE CIFRAS

Agrorobótica levanta R$ 10,8 milhões e quer destravar R$ 1 bilhão em carbono do solo

Gif: Giphy

O solo brasileiro tá sentado em cima de uma bolada climática e a Agrorobótica quer ser uma das empresas a abrir esse cofre. A startup, incubada pela Embrapa, acabou de receber um aporte de R$ 10,8 milhões da VOX Capital e quer usar a grana pra escalar uma tecnologia que mede nutrientes e certifica carbono no solo com ajuda de laser e inteligência artificial, destravando até R$ 1 bilhão em créditos de carbono no solo no processo. A meta deles é liderar o mercado de agricultura de precisão e carbono, num setor em que muita gente fala em crédito verde, mas ainda apanha pra provar o que tem debaixo da terra.

O coração da ideia é uma tecnologia baseada em LIBS, a mesma usada pela NASA pra analisar o solo de Marte. Com sensores próprios e software desenvolvido em parceria com a Embrapa, a Agrorobótica diz que consegue avaliar 27 parâmetros do solo em 20 segundos, enquanto os laboratórios tradicionais podem levar até 20 dias pra entregar algo parecido. Hoje, a empresa já monitora mais de 1 milhão de hectares com clientes como Amaggi e Atvos, e quer usar essa velocidade toda pra transformar carbono estocado em crédito com menos enrolação.

O plano agora é fazer esse carbono enterrado virar crédito certificado, auditado e com chance real de monetização. A startup já mandou o projeto pra Verra, que é a maior certificadora de créditos de carbono do mundo, pra criar uma espécie de guarda-chuva que permita juntar produtores de diferentes culturas e locais e validar os estoques de carbono em áreas de grãos, algodão e integração lavoura pecuária. Segundo a própria empresa, só a área que ela já acompanha teria potencial pra gerar R$ 1 bilhão em créditos ao longo dos próximos 20 anos.

ASSUNTO DE GABINETE

CNA pede Plano Safra de R$ 623 bilhões e tenta tirar a política agrícola do improviso

Gif: Giphy

A CNA foi pra Brasília com um recado bem direto pro governo, o próximo Plano Safra precisa ser grande no volume e bem menos improvisado no formato. A entidade entregou uma proposta que pede R$ 623 bilhões em crédito rural pro ciclo 2026/27, sendo R$ 104,9 bilhões pra agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões pra produção empresarial. Mas o ponto mais barulhento do pedido talvez nem seja o tamanho da cifra. É a tentativa de transformar o Plano Safra numa política mais previsível, com lógica plurianual, pra dar um jeito no cenário atual de gambiarra e de apagar um incêndio após o outro.

O argumento da CNA vem num contexto que o campo conhece bem demais. O juro tá alto, o custo da produção tá apertado, os riscos climáticos tão crescendo, a inadimplência tá subindo e o produtor tá cada vez mais espremido entre o que precisa investir e o que consegue financiar. E aí o produtor planta, financia e colhe num ritmo, mas o orçamento público anda em outro, aos trancos e barrancos, tentando sobreviver entre contingenciamentos e cortes.

O seguro rural também entrou na lista de prioridades com força. A CNA pediu R$ 4 bilhões pro programa de subvenção e reforçou que não dá mais pra tratar esse recurso como um acessório opcional num país em que o clima gosta de brincar com o perigo. Sem um seguro decente, o risco vai todo pro produtor, depois volta em forma de renegociação, aperto financeiro e pressão em cadeia. É aquele velho hábito de economizar no guarda-chuva e depois reclamar que se molhou.

EM CONJUNTO COM CORTEVA

Semente pirata é quase sinônimo de dor de cabeça

Semente pirata é aquele tipo de economia que só parece boa até a lavoura começar a mostrar serviço. Sem certificação, não existe garantia de qualidade, vigor ou sanidade, e isso puxa o tapete da lavoura logo no começo, embaçando o estabelecimento da cultura, derrubando o potencial produtivo e ainda abrindo mais espaço pra pragas e doenças entrarem na festa sem convite.

Nesse artigo, a Corteva mostra por que esse risco é maior do que parece e explica como ficar de olho pra identificar as sementes falsificadas antes que o problema brote junto com a safra.

PLANTÃO RURAL

SE DIVERTE AÍ

Hoje a brincadeira é geográfica. O Flagle te joga uma bandeira qualquer no meio da tela e te deixa adivinhar que país é aquele com base nas cores, formatos e nos chutes anteriores. Vale testar conhecimento de geopolítica, decorar bandeira de parceiro comercial do agro e ainda disputar quem acerta em menos tentativas no grupo da fazenda ou da firma.

VIVENDO E APRENDENDO

Resposta da edição passada: Inhame

Pergunta de hoje: Qual fruta do Mediterrâneo foi símbolo de fertilidade na Grécia Antiga e é consumida até hoje in natura ou em sucos?

A resposta você fica sabendo na próxima edição!

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