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Bom dia!

Hoje a AgroEspresso chega diferente: estreamos nossa primeira edição de domingo pra desacelerar, com mais entreterimento e curiosidades do mundo agro, para se divertir e aprender, com o café na mão.

E hoje tem jogo Brasil x Noruega às 17h (de Brasília), valendo vaga nas quartas. Aproveita a manhã leve, que a tarde promete unha roída.

Pra você começar a semana da melhor forma.

Por Luciana Stival

RURALIDADES

RAIO-X DA EMPRESA

A agtech que botou 700 robôs pra trabalhar de graça (a energia é do sol)

Fonte: Giphy

A Solinftec, investida da família Trajano, virou o xodó do investidor: já captou R$ 1,3 bilhão e atraiu até Paulo Guedes, mirando R$ 450 milhões em receita. O trunfo é o Solix, robô autônomo movido a energia solar que percorre a lavoura coletando dados e aplicando herbicida só onde precisa, cortando mais de 90% do herbicida pós-emergente em grãos e 45% na cana. Já saiu do protótipo: são 150 unidades rodando (a maioria no Brasil), com meta de 300 em 2025 e 700 em 2026, e uma fábrica de robôs a caminho nos EUA.

Portanto, quando um robô solar decide sozinho onde pulverizar, o diferencial deixa de ser o trator e passa a ser o dado. É o retrato de pra onde o emprego e o dinheiro do agro estão indo.

PLANO DE CARREIRA

O agrônomo do futuro fala "dado", não só "solo"

Fonte: AGEFeed

O agro digital abriu uma conta que não fecha: nas três carreiras mais quentes, técnico em agricultura digital, técnico em agronegócio digital e engenheiro agrônomo digital, devem faltar 148,7 mil profissionais qualificados em dez anos. E o mercado paga: o engenheiro agrônomo vive momento de alta, e quem tem cinco anos de estrada já passa de 10 salários mínimos. A régua subiu junto: há dez anos, metade das vagas de liderança pedia pós-graduação; hoje são 100%, com segundo idioma e MBA como desempate.

Se você está começando (ou escolhendo o que estudar), a jogada não é escolher entre campo e computador, é juntar os dois. Quem faz essa ponte é quem as empresas estão caçando.

CAIXA DE FERRAMENTAS

O talhão que te manda recado

Fonte: Giphy

A IA saiu da ficção e entrou na porteira: já dá pra dar comando de voz e a ferramenta devolver, condensado, o que importa do plantio e da previsão do tempo; tirar uma foto da lavoura pra ela categorizar a doença; ou olhar a saúde do talhão por satélite. A nova onda são os agentes de IA, assistentes que consomem o dado, interpretam e devolvem em português de gente, ajudando o produtor a evitar perdas.

E daí pra mim: ferramenta de IA parou de ser coisa de gigante e virou aplicativo no bolso. Testar uma custa pouco e ensina o mais importante, fazer a pergunta certa pros seus dados. Dados é o novo ouro.

ESTANTE DO AGRO

O agro que você vê hoje começou com a aposta de alguém

Fonte: AGEFeed

Se domingo é dia de leitura, a dica agora é a história de Agripino Santos virada livro: o homem que ergueu a Agroquima, uma das maiores distribuidoras de produtos agropecuários do país, e ajudou a transformar o agro goiano. É matéria-prima pra nova geração: ver de perto como uma gigante do balcão do agro saiu do chão, no risco e na visão.

Portanto, antes de reinventar o agro, vale conhecer quem já virou o jogo antes, os atalhos e os tombos vêm de graça na leitura.

TENDENCIA À VISTA

A caneta de emagrecer virou assunto de pecuarista

Fonte: Giphy

As canetas GLP-1 (Ozempic, Mounjaro) saíram da farmácia e chegaram ao carrinho, e prometem redesenhar o agro global. O prato encolhe no açúcar, no refrigerante (46% relatam beber menos adoçado) e até no arroz-feijão, mas cresce na proteína. E no Brasil o fenômeno corre mais rápido que lá fora: 5,5% dos brasileiros já usam, contra 3,7% da média global. O efeito líquido pro agro tende a ser positivo, vento a favor pra proteína animal, milho e farelo de soja. Não à toa a Friboi já entrou em campo, mirando a "Copa da proteína".

É a rara tendência que mexe na demanda do que a gente produz. Vento a favor pra proteína (frango, ovo, leite) e alerta amarelo pra cana/açúcar, o que muda no prato hoje vira preço da saca amanhã. Mas sem bater martelo, vamos observando.

NAS CABEÇAS DO AGRO

Emancipada aos 16, fundadora aos 23, referência mundial

Fonte: Startups

Criada numa família de produtores de milho e pasto, Mariana Vasconcelos cofundou a Agrosmart em 2014, plataforma de dados e clima que já atende mais de 4.000 produtores em cerca de 800 mil hectares, a partir de R$ 99/mês. Com ela, fazendas cortaram água em até 60%, insumos em 40% e subiram a produção em até 20%. Virou uma das caras do agro tech brasileiro e hoje toca também a Salva, focada em clima e carbono.

Ou seja, dá pra começar do interior, sem herança de império, e chegar longe. O que não falta é problema no campo esperando alguém com coragem de resolver com tecnologia.

E AÍ, BORA?

Fonte: Giphy

Agosto

Setembro

Outubro

  • Seafood Show Latin America: feira da cadeia do pescado e da aquicultura, com foco em sustentabilidade e mercado internacional. De 20 a 22 de outubro em São Paulo (SP). Adicionar na agenda

Novembro

SE DIVERTE AÍ

Hoje a brincadeira é geografia raiz. No Countryle, a missão é adivinhar o país do dia: a cada palpite o jogo solta pistas de continente, hemisfério, temperatura média e população, e você vai fechando o cerco no mapa feito quem rastreia carga porto a porto. Pra quem sabe de cabeça pra onde vai o grão e a carne do Brasil, é largar na frente do resto do mundo. Roda direto do celular, sem login. Começa chutando um freguês de exportação conhecido e vai afunilando dali.

VIVENDO E APRENDENDO

Resposta da edição passada: é a produção rural tocada pela própria família, com gestão e mão de obra da casa e propriedade de até 4 módulos fiscais, como manda a Lei 11.326/2006. E não é coisa miúda: é a maioria dos estabelecimentos rurais do país e boa parte do feijão, da mandioca e do leite que chega na sua mesa.


Pergunta de hoje: qual país é o maior exportador de carne de frango do mundo?


A resposta você fica sabendo na próxima edição!

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