APRESENTADO POR

Bom dia!

Hoje tem China suspendendo mais uma unidade da JBS por progesterona na carne, Petrobras querendo dobrar a capacidade das fábricas de fertilizante pra chegar a 70% da demanda nacional e tilápia escapando da lista de espécies invasoras com 90 dias de prazo pra debate técnico. No meio disso, a SLC abre trainee com vagas em 26 unidades espalhadas por 8 estados e técnicos contestam a conta da Fazenda sobre o impacto da renegociação da dívida rural.

Pra você acordar bem informado

Por Enrico Romanelli

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Os dados são publicados por BCB e Brapi.
As variações são calculadas em YTD (Year to date)

APRESENTADO POR AGRICULTURA A A Z

AgroWork 2026 está chegando! 

Se fertilizante já era assunto sério, pra safra 2026/27 ele virou pauta obrigatória. Preços em alta, oferta mais apertada e risco de desabastecimento colocaram o manejo do solo no centro da conversa. Afinal, quando o insumo fica caro, o planejamento precisa trabalhar dobrado.

É nesse cenário que chega o AgroWork 2026, com o tema Fertilidade do Solo. O evento vai reunir especialistas, empresas e profissionais do agro pra discutir tecnologia, inovação e alternativas práticas diante de um mercado de fertilizantes mais restrito. Já passaram pelo AgroWork nomes como Mosaic Fertilizantes, Stoller, EuroChem e Calpar, reforçando o evento como referência nacional no tema.

Serão 3 dias de palestras, estudos de caso e debates sobre produtividade, eficiência nutricional e manejo inteligente do solo. Tudo 100% online, com transmissão ao vivo pelo Canal Agricultura A a Z, nos dias 18, 19 e 20/08.

As inscrições já tão abertas pra produtores, estudantes e profissionais do agro que querem chegar mais preparados pra próxima safra, sem deixar a fertilidade do solo no improviso.

NAS CABEÇAS DO AGRO

Petrobras quer dobrar capacidade das fábricas e adubar produção interna de fertilizantes

Foto: REUTERS/Sergio Moraes

Quando o assunto é fertilizante, o Brasil ainda depende demais do navio chegando de fora, e a Petrobras quer tentar mudar essa novela logística. A presidente da estatal, Magda Chambriard, disse na sexta-feira (29) que quer dobrar a capacidade das Fafens, as fábricas de fertilizantes da empresa, em Sergipe, Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul, onde uma unidade ainda tá em construção.

A ideia surgiu depois da companhia começar a pensar na construção de 5 novas plantas pra ir atrás de uma autossuficiência em fertilizantes nitrogenados. Magda colocou outra conta na mesa. Se já tem estrutura, espaço e gás chegando perto das unidades atuais, por que não dobrar o tamanho do que já existe?

Segundo ela, a decisão ainda depende de alguns estudos de viabilidade, mas pode sair do papel nos próximos 5 anos. Com o aumento da produção de gás natural da Petrobras, a conta da estatal é chegar a 70% ou 75% da demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados. Ainda não é uma autossuficiência total, mas já seria uma senhora virada de jogo pra um país que vive olhando guerra, câmbio, navio e Estreito de Ormuz e torcendo pra não rolar nenhuma treta nova.

Magda também aproveitou pra falar de potássio, minerais críticos e até urânio. Ela disse que gosta da ideia da Petrobras explorar esses caminhos, mas reconhece que a estatal hoje não tem mineração no objeto social. Ou seja, antes de sair cavando o subsolo e chamando isso de soberania, ainda tem que mexer na papelada.

DE OLHO NO PORTO

China barra mais uma planta da JBS depois de detectar progesterona em carga exportada

Gif: Giphy

A carne brasileira levou mais um chega pra lá da China, e dessa vez quem entrou na mira foi a unidade da JBS em Vilhena (RO). O país suspendeu por tempo indeterminado as compras da planta depois de detectar progesterona em cargas que foram exportadas pro mercado chinês. Em um momento em que a proteína brasileira já tá lidando com cota, margem apertada e cliente exigente, Pequim resolveu colocar mais uma pedra no caminho.

O comunicado chegou na caixa de entrada das autoridades brasileiras no dia 26/05, enviado pela alfândega chinesa. A medida segue o protocolo que rola no país quando aparecem substâncias fora dos padrões exigidos. Em abril, outras unidades brasileiras já tinham sido suspensas depois da identificação de acetato de medroxiprogesterona em carne bovina congelada desossada. Essa substância é usada como um medicamento veterinário, mas não é permitida pela China em animais que vão virar rango.

Com a nova decisão, já são 5 unidades frigoríficas brasileiras impedidas de exportar carne bovina pra China nesse momento. O Ministério da Agricultura e a Abiec acompanham o caso, enquanto o setor tenta evitar que o maior comprador da carne brasileira transforme cada embarque em uma blitz na alfândega.

TRAMPO NO CAMPO

SLC abre trainee em 8 estados pra formar líderes do agro

Foto: Divulgação/SLC Agrícola

A SLC Agrícola abriu inscrições pro Programa de Trainee 2026/2 e tá procurando gente nova pra entrar no agro sem romantizar a vida no campo pelo LinkedIn. As vagas ficam nas 26 unidades da companhia em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Goiás e Minas Gerais, com inscrições abertas até 20/06. O programa começa em agosto de 2026.

A oportunidade mira profissionais de áreas como Engenharia Agronômica, Engenharia Agrícola, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Mecatrônica, Medicina Veterinária, Zootecnia, Administração, RH, Ciências Contábeis, Logística e Segurança do Trabalho. O perfil que eles procuram mistura identificação com o agro, disponibilidade pra morar em fazenda, encarar viagens e lidar com gestão de pessoas, processos e tecnologia. Ou seja, não é trainee de escritório com foto de lavoura no fundo. É mão na massa e pé no barro.

A jornada dura até 2 anos e faz parte da Academia de Líderes da SLC, com vivência nas fazendas, treinamentos, mentoria e desafios reais do negócio. Os selecionados podem atuar em áreas como Agroindustrial, Mecanização, Pecuária, Pesquisa, Produção Agrícola, Segurança Operacional, Administração e RH. Em 2025, mais da metade dos trainees foi promovida pra coordenação. As inscrições são pela Gupy.

ASSUNTO DE GABINETE

Tilápia entra na mira e setor tenta escapar da fritura

Foto: Shutterstock

A tilápia virou assunto em Brasília e quase foi parar na lista de espécies exóticas invasoras. A Conabio adiou, na quinta-feira (29), essa decisão e criou um grupo com 15 representantes, que terá 90 dias pra discutir os critérios técnicos e científicos sobre essa classificação.

A treta começa porque a tilápia é, de fato, uma espécie exótica, já que não faz parte naturalmente da fauna brasileira. Só que, segundo especialistas como Flávia Tavares, da Embrapa Pesca e Aquicultura, isso não significa automaticamente carimbar o bicho como invasor em escala nacional. Pra isso, precisa provar que ela se estabeleceu em determinado ambiente, se espalhou e causou algum impacto ambiental relevante.

Wagner Valenti, professor da Unesp e membro da Sociedade Mundial de Aquicultura, também coloca o pé no freio. Ele diz que muitos estudos mostram tilápia aumentando enquanto espécies nativas diminuem, mas não comprovam que uma coisa causou a outra. Tem desmatamento de mata ciliar, assoreamento, esgoto, poluição e pressão da pesca entrando nesse caldo. A tilápia pode até ser resistente, mas não dá pra jogar toda a culpa no peixe e sair assobiando como se o resto do ambiente tivesse passado ileso.

Do lado produtivo, a preocupação é grande porque a tilápia responde por 65% da produção aquícola nacional, fez o Brasil chegar ao 4º lugar mundial e somou 707,5 mil toneladas em 2025, alta de 6,83%. A Peixe BR alerta que uma classificação ampla poderia afetar exportações, crédito, pesquisa e licenciamento. O MMA diz que a eventual inclusão teria um caráter técnico e preventivo, sem proibição do cultivo. Ou seja, ninguém quer fritar a tilápia agora, mas o setor segue de olho na frigideira regulatória.

PLANTÃO RURAL

SE DIVERTE AÍ

Hora de dar um descanso pros números e espremer o cérebro em outra lavoura: o vocabulário. Hoje a pedida é o Termo, aquele jogo em que você tem 6 tentativas pra adivinhar a palavra do dia. Vale combinar com o pessoal da fazenda, do escritório ou da república e ver quem acerta primeiro. Depois do café, já sabe: abre o Termo, chuta uma palavra qualquer e deixa a cor dos quadradinhos dizer se sua cabeça tá mais pra lavoura bem manejada ou pra área que precisa de reforço técnico.

VIVENDO E APRENDENDO

Resposta da edição passada: Abacaxi

Pergunta de hoje: Qual fruto brasileiro foi usada por indígenas como tinta corporal e hoje é usada pra colorir alimentos?

A resposta você fica sabendo na próxima edição!

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