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Bom dia!

Terça com cara de segunda. Pega o café, que hoje vamos precisar. A soja espera o relatório americano da semana que vem. A seca avança no Nordeste enquanto o Sul segue encharcado. O trigo gaúcho chega ao moinho com pouco lote de primeira. E a notícia que abre a edição é a da MP da renegociação das dívidas rurais, que tem data para perder a validade se o Congresso não votar. Descendo a tela tem mais.

Pra você ficar bem informado em 5 minutinhos.

Por Luciana Stival.

TÁ QUANTO?

MERCADO valor % dia % YTD
IBOVESPA (B3) R$167.921,80 -0,75% 4,22%
IFIX R$3.646,62 0,40% -3,50%
AGRO3 R$17,31 0,64% -13,19%
SUZB3 R$50,14 0,84% -3,34%
MBRF3 R$15,61 -5,05% -21,87%
BTRA11 R$67,78 3,06% 10,68%
RZAG11 R$8,34 1,09% -11,75%
Ethereum US$2,234.24 -1,50% -25,22%
Bitcoin US$76,573.71 -2,93% -13,33%

Os dados são publicados por BCB e Brapi.
As variações são calculadas em YTD (Year to date)

O plantio de soja avançou na última semana e ficou acima do mesmo período do ano passado, segundo a AgRural, com chuvas mais generalizadas no Mato Grosso aliviando o receio de replantio. Nas áreas mais secas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o trabalho segue parado.

NOS CORREDORES DE BRASÍLIA

A MP da renegociação rural vence em 11 de novembro

Fonte: Giphy

Quem está correndo para alongar a dívida rural recebeu um alerta com data.

A Farsul alertou que a MP 1.376, a da renegociação do crédito rural e da CPR, perde a validade se o Congresso não votar até 11 de novembro, prazo que também está no registro do Senado.

E o peso da dívida não é pequeno: pelo Cepea, o juro anual da dívida rural foi de R$ 34 bilhões para R$ 99 bilhões entre 2021 e 2025, já corrigido pela inflação.

Na mesa do Congresso está o relatório do deputado Paulo Pimenta, com a perspectiva de um voto em separado da FPA. A Farsul defende um acordo em torno do texto e alerta que, se a MP caducar sem mudanças, cerca de 80% dos produtores podem ficar sem acesso ao alongamento.

COMO TÁ LÁ FORA?

A soja caiu em Chicago à espera do USDA de 10 de novembro

Fonte: CNN Brasil

Quem vende soja volta do feriado com uma data marcada no calendário americano.

Na segunda (2/11), o contrato de janeiro caiu 1,42% em Chicago, a US$ 12,16 por bushel, com a nova safra americana entrando e a aposta de que o USDA eleve a produtividade média da soja no relatório de terça-feira, 10 de novembro.

A colheita de soja dos EUA chegou a 88% da área, acima da média de 84% dos últimos cinco anos, e nem a China segurou o preço: a compra de mais 136 mil toneladas de soja americana não bastou.

Do lado de cá, o plantio chegou a 53% da área até 29/10, contra 47% um ano antes, pela AgRural. E Chau Hue, da Stag Securities, avaliou que as perspectivas de oferta elevada na América do Sul e a possibilidade de novas pressões sobre os prêmios de exportação brasileiros contribuem para limitar o espaço de recuperação das cotações internacionais. Com a B3 fechada no feriado, a retomada de hoje deve mostrar como essa queda será incorporada aos preços daqui.

E ESSE TEMPO, HEIN?

A seca extrema saltou de 4 para 68 municípios em dois meses

Fonte: Giphy

Enquanto o Sul acumula chuva demais, o outro lado do mapa vai na direção contrária. Pelo índice de seca do Cemaden, os municípios em seca extrema passaram de 4, em agosto, para 68 em outubro, em dados ainda parciais, e os de seca severa, de 153 para 232. O pior está no Nordeste, em Alagoas, Bahia, Sergipe e Pernambuco, e Roraima e Amazonas também pioraram.

Para quem planta no Matopiba, o aviso é de calendário: a pouca água no começo do período pode atrasar o plantio de milho e feijão de sequeiro e estressar a soja em floração, com risco de abortamento de flores e vagens.

No Sul, a conta é a inversa. O plantio do milho gaúcho chegou a 80% da área prevista, mas o excesso de chuva, o frio e a pouca luz atrasam as lavouras, e em Pelotas só 11% da área foi semeada.

SAFRA DE CIFRAS

Só 14% do trigo colhido no RS saiu tipo 1

Fonte: Giphy

No trigo do Sul, a conversa com o moinho começa pela classificação do lote.

Pela TF Agroeconômica, do que já foi colhido no Rio Grande do Sul, só 14% saiu tipo 1; 67% foi tipo 2 e 19%, tipo 3. E cada degrau custa: no Paraná, pela consultoria, a tonelada recuou para R$ 1.600 no tipo 1, R$ 1.400 no tipo 2 e R$ 1.150 no tipo 3.

No Rio Grande do Sul, a Emater vê, nas áreas de menor rendimento, PH mais baixo e grão ardido, germinado e danificado, o que limita a classificação comercial, e o preço médio ao produtor caiu 1,53%, para R$ 72,56 a saca. No Paraná, o Deral estima a safra em 1,9 milhão de toneladas, 34% menos que em 2025. E o argentino concorre na porta do moinho: foi ofertado a US$ 290 por tonelada, nacionalizado em Paranaguá.

POR DENTRO DO MERCADO

O comprador de milho está relativamente abastecido até o começo de dezembro

Fonte: Giphy

Quem segura milho no armazém esperando o comprador bater na porta vai precisar de paciência. Segundo a Beyond Agro, em entrevista ao Notícias Agrícolas, os compradores domésticos estão relativamente abastecidos para novembro e o começo de dezembro.

E a semana passada foi de venda forte. Com o dólar forte, as vendas de milho somaram cerca de 2,5 milhões de toneladas, quase 67% acima da semana anterior, segundo a Agrinvest, que vê o comprador "muito confortável" no ano que vem, com forte cobertura a termo e estoques altos.

Nas praças, a TF Agroeconômica vê a oferta acima da demanda e os compradores priorizando a reposição de estoques, e em Mato Grosso do Sul a saca fica entre R$ 52 e R$ 54. Chicago também não chama: o dezembro subiu só 0,11% na segunda, depois de perder 10,58% em outubro.

A Beyond também lembra o produtor de pôr na conta o custo de armazenagem, o fluxo de caixa e a chegada da soja antes de decidir quando vender.

MENTES QUE GERMINAM

A fixação de nitrogênio licenciada pela Bayer ainda está longe da lavoura

Fonte: Globo Rural

O insumo novo para a lavoura ganhou duas notícias, e as duas ainda estão longe do talhão. A Bayer exerceu a opção de licença comercial de uma tecnologia da Universidade da Califórnia em Davis que usa edição genética nas plantas para estimular as bactérias fixadoras de nitrogênio que já vivem nas raízes, com foco inicial em milho, arroz e trigo. Mas a tecnologia ainda tem um longo caminho antes de gerar valor nas lavouras.

Na soja, pesquisadores da UFV e da Univates mostraram que um peptídeo sintético, o GORE3, reduziu em cerca de 73% o consumo foliar da lagarta-da-soja, mas em laboratório, e o estudo não traz avaliação de campo nem de formulação comercial.

No mercado como um todo, pela PwC, o faturamento das indústrias de insumos de nova geração pode ir de US$ 10 bilhões em 2025 para US$ 90 bilhões em 2035. Só que, para o produtor, o custo, a percepção de risco e a falta de clareza sobre o retorno estão entre os principais obstáculos à adoção de novas tecnologias.

PLANTÃO RURAL

DIVIRTA-SE

No Animais: Quem Sou Eu?, cada pergunta é um bicho contando de si em primeira pessoa, com três ou quatro pistas, e você escolhe quem é entre cinco nomes. Tem pista que entrega o bicho na primeira linha, e tem descrição que segura a dúvida até a última frase. São dez perguntas, com o placar no fim. Vá ver quantos bichos você reconhece pelo jeito de falar.

VIVENDO E APRENDENDO

Resposta da edição passada: piracema é o período de reprodução dos peixes nos rios; no defeso, a pesca de espécies nativas fica proibida ou restrita para protegê-los.

Pergunta de hoje: o que é o triguilho?


A resposta você confere na próxima edição!

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