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Bom dia!
Segura essa: o Brasil está a um passo de virar o maior exportador agrícola do mundo, e hoje a gente conta porquê. E ainda, a China abateu galinhas demais e a consequencia veio, um produtor botou a vaca no blockchain e deu bom, tem passo a passo para combater a lagarta, e aquela dica no detalhe para melhorar a safrinha. Ah, e o El Niño mostrou o seu outro lado.
Desce o dedo, que o agro amanheceu hoje com o pé no acelerador.
Por Luciana Stival
TÁ QUANTO?
EM PARCERIA COM CORTEVA
A safra se ganha na escolha da semente

Pra quem já tá de olho na próxima safra. Antes de qualquer trator entrar no talhão, tem uma decisão que influencia no resultado: qual semente plantar. Parece detalhe, mas é ela que segura o tranco contra o mato, a doença, o inseto, o nematoide e até o clima não colaboram.
O pulo do gato é escolher a que combina com a realidade da sua área, olhando tecnologia, característica agronômica e o tratamento de semente. No CoEficiente Agro, a Corteva abre o passo a passo, no link abaixo, pra você fazer essa conta com a cabeça fria, antes da correria do plantio. Porque semente errada não tem produto que conserte.
COLHENDO CAPITAL
Enquanto o crédito aperta, o Grupo Potencial põe R$ 230 milhões no biodiesel

Fonte: CNN Brasil
Quem tem plano segue investindo mesmo com o dinheiro caro. O Grupo Potencial vai colocar R$ 230 milhões numa nova planta de biodiesel na Lapa, no Paraná, com R$ 96,2 milhões financiados pelo BNDES, boa parte via Fundo Clima. A fábrica vai produzir até 1,2 mil toneladas de biodiesel por dia e leva a capacidade total do grupo a 3,3 mil toneladas diárias. É a corrida do biodiesel em ação, com a mistura obrigatória subindo e o Combustível do Futuro puxando a demanda, esmagar soja e virar biocombustível é o filão que agrega valor ao grão. Pro sojicultor da região, mais esmagadora perto significa mais comprador disputando a sua saca.
DE OLHO NO PORTO
O Brasil vai tomar o lugar dos EUA

Fonte: Giphy
O jogo do agro mundial está virando de vez. Segundo o Financial Times, o Brasil está a um passo de tomar dos Estados Unidos o posto de maior exportador agrícola do planeta. Em 2025, os americanos venderam US$ 171 bilhões contra US$ 169 bilhões do Brasil, uma diferença de só US$ 2 bilhões ante os US$ 56 bilhões que separavam os dois em 2021. E 2026 já começou recorde, com US$ 87 bilhões só no primeiro semestre, puxado por soja, carne e frango, e o algodão brasileiro já passou o americano. A ironia é boa, quem acelerou a virada foi o tarifaço do Trump, que empurrou compradores como a China pra cá. Pro produtor, é a confirmação de que a bola está com a gente, mas liderança se defende, e sem logística e diversificação de mercado a gente pode devolver na descida o que a geopolítica deu na subida.
EM PARCERIA COM CORTEVA
Poucos centímetros mudam a sua safrinha

Aqui vai uma informação valiosa que passa batido por muita gente: a profundidade que a semente vai pro chão faz a diferença sim. Na safrinha do milho, o punhado de centímetros decide se a lavoura nasce pareja ou sai capenga, com falha na emergência inicial e planta desuniforme lá na frente. E quando a água anda curta, o erro custa ainda mais caro. Os especialistas da Pioneer® botaram isso à prova no campo e mostraram como acertar a mão na regulagem. No milho, o erro na regulagem não perdoa.
COMO TÁ LÁ FORA?
A China passando pelo “perrengue chique”

Fonte: CNN Brasil
A China está com um problema no galinheiro, e o Brasil tá de olho. Depois de produzir ovo demais, os produtores chineses abateram galinhas pra conter a superoferta, e o tiro saiu pela culatra (ou melhor, deixou de sair), faltou ovo e o preço disparou mais de 40%. O maior nível em dez anos num país que consome ovo bem acima da média mundial. Parece novela coreana, mas quando o maior mercado do planeta desregula a própria proteína barata, sobra demanda pra importação, e o Brasil, campeão de custo em frango e ovo, deve aproveitar. Afinal, é de olho nessas turbulências lá fora que se enxerga a oportunidade aqui dentro.
MENTES QUE GERMINAM
O produtor colocou a vaca no blockchain e o banco topou emprestar

Fonte: Globo Rural
O gado virou ativo digital, e o crédito gostou. Um produtor do Paraná usou vacas "tokenizadas" pra conseguir empréstimo, a startup Simple Token, junto com a agtech Cowmed, transforma cada animal num token com coleira inteligente que manda ao banco, em tempo real, dados de saúde, ruminação e atividade, e assim a instituição aceita a própria vaca como garantia. A meta é destravar R$ 200 milhões em crédito mirando o pequeno e o médio pecuarista. O pulo do gato é resolver o velho drama da garantia, em vez de penhorar terra ou encarar papelada, você mostra o boi vivo e monitorado, e num momento em que o crédito oficial anda devagar, quem achar um jeito novo de provar que é bom pagador sai na frente.
E ESSE TEMPO, HEIN?
O El Niño tem dois lados, e agora apareceu o que pode derrubar o seu preço

A gente já contou que o El Niño chegou atrapalhando aqui e ali, atrasando colheita e ameaçando o arroz, mas agora surgiu o outro lado da moeda. Um novo estudo mostra que o fenômeno pode gerar superoferta de grãos na América Latina, com a Argentina levando a melhor por causa da chuva no pampa, e o Itaú BBA já projeta soja recorde de 182,4 milhões de toneladas. Grão sobrando é ótimo pro silo e ruim pro bolso, quanto mais safra na praça, mais os preços de venda apanham. O recado é de gestão, o mesmo clima que ajuda o vizinho a colher mais pode comer a sua margem lá na frente, então quando aparecer preço bom, trava.
EM PARCERIA COM CORTEVA
A briga com a lagarta começa na semente

Tem inimigo que não espera o milho crescer pra dar o bote.
A lagarta chega logo depois que a planta emerge e, se pega o produtor desprevenido, atrasa o desenvolvimento da lavoura inteira.
A boa notícia é que dá pra sair na frente já na hora do plantio. Um ensaio técnico da Pioneer® olhou sobre o uso do tratamento de sementes industrial nesse cenário de lagarta no começo da lavoura.
Então, pra sair na frente contra a lagarta e colher com mais sossego, toque no link abaixo.
PLANTÃO RURAL
A fila do aperto financeiro não anda para trás: depois de Itajobi e Languiru, o frigorífico Concepción suspendeu o pagamento de juros e negocia a reestruturação da dívida.
O calote da Languiru chegou ao Fiagro: o fundo VGIA desabou 10% com as dúvidas sobre as garantias da cooperativa, que parou de pagar os CRAs.
O tarifaço dos EUA começa a valer hoje: a tarifa de 25% entra em vigor nesta quarta, e as listas de peixes e crustáceos mostram quem ficou isento e quem foi taxado.
A soja bateu o teto do ano: a saca alcançou R$ 142,65, a maior cotação de 2026, puxada pela demanda firme e pelo câmbio.
A cota chinesa da carne está quase no limite: o Brasil atingiu 80% do teto de 1,1 milhão de toneladas para a China; passar disso, a exportação leva tarifa de 55%.
A Jussara mira o Paraguai: a companhia estuda instalar uma fábrica de leite em pó no país vizinho, com investimento de US$ 10 milhões.
Belo Monte virou know-how de agro: a Verthic quer espaço no setor com sistemas agroflorestais (SAFs) e gestão socioambiental, aproveitando a experiência da usina.
Frente fria fecha o tempo no Sul: temporais atingem o Sul e o Mato Grosso do Sul nesta quarta, enquanto a baixa umidade persiste no interior do país.
SE DIVERTE AÍ
Já que hoje o agro está todo virado pra fora, com o Brasil brigando pelo topo das exportações, a dica combina: o Globle. Você tem que adivinhar o país misterioso do dia, e a cada palpite o mapa mostra, pela cor, se você está quente ou frio em relação à distância. Pra quem acompanha pra onde vai a soja e a carne brasileira, é um treino de geografia mundial disfarçado de jogo.
VIVENDO E APRENDENDO
Resposta da edição passada: o esmagamento da soja é o processamento que separa o grão em duas partes, o farelo (base da ração animal) e o óleo (usado na alimentação e no biodiesel), a etapa que cooperativas como a Cocamar querem dobrar de capacidade.
Pergunta de hoje: o que significa "tokenizar" um bem, como a vaca que virou garantia digital de crédito?
A resposta você confere na próxima edição!
