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Bom dia!

Café na mão e vem comigo, que em 5 minutinhos a semana já começa em dia. Talhão vazio não quer dizer safra parada, porque a daninha resistente, o nematoide e a doença já estão na conta, e só se decide se elas vão ser resolvidas no papel ou no susto. E o híbrido caro que você garimpou pode entregar menos do que promete, não por causa da genética, mas da regulagem que ficou torta na hora de aplicar. O Brasil pegou a calculadora pra medir o troco do tarifaço americano. Um tremor lá fora travou o café do vizinho, e o comprador global veio bater na nossa porteira. Uma gigante americana da carne desligou a máquina justo quando falta boi no pasto. E a campanha largou ontem, com o agro nas promessas de quase todo candidato.

Pra você começar a semana um passo à frente do mercado.

Por Luciana Stival.

TÁ QUANTO?

MERCADO valor % dia % YTD
CAFÉ ARÁBICA (sc 60kg) R$1.794,15 0,83% -17,50%
BOI GORDO (@ 15kg) R$346,75 0,00% 8,63%
SOJA (Paranaguá, sc 60kg) R$148,95 1,37% 5,63%
MILHO (ESALQ/B3, sc 60kg) R$66,35 0,39% -4,53%
AÇÚCAR (cristal SP, sc 50kg) R$97,90 -0,42% -10,99%

Os dados são publicados por CEPEA-Esalq/USP Indicadores sob licença CC BY-NC 4.0. As variações são calculadas em % diária e %YTD (Year to date)

A semana lá fora terminou em festa e aqui terminou com a mão no bolso. Enquanto o dólar afrouxava mundo afora, o nosso subiu sozinho, empurrado por eleição e conta pública, com a Bolsa apanhando e o juro futuro esticando junto. Pra quem embarca café, soja e açúcar, câmbio salgado engorda a receita, mas o mesmo câmbio chega antes na fatura do adubo importado e o risco político ainda cobra pedágio no crédito da safra. Dólar que sobe por medo não é bônus, é conta adiada.

EM PARCERIA COM CORTEVA

O manejo começa antes do plantio

Fonte: Corteva

Ó, se você ainda está com o talhão vazio, essa aqui interessa: a sua safra começa antes mesmo do que você imagina, as decisões que você toma antes da semeadura podem fazer diferença na produção. A daninha resistente que sobrou pra contar história, o nematoide que trabalha escondido embaixo da terra, a doença que só vai dar as caras lá na frente e o estresse que a lavoura toma ao longo do ciclo. Tudo isso você resolve no papel, com calma, ou resolve no susto, no meio da correria, e aí custa caro. Quem chega no plantio com uma estratégia integrada na mão vê a lavoura estabelecer com mais uniformidade. A Corteva juntou as dicas e recomendações pra você fazer essa conta antes. No fim das contas, safra consistente não vem de sorte, vem da decisão que você toma antes de plantar.

ASSUNTO DE GABINETE

As promessas ao agro começaram a rimar

Fonte: Globo Rural

Plano de governo, nesta eleição, se lê pelo prazo e pela fonte do dinheiro, não pela lista de boas intenções. A campanha largou ontem e o agro, que responde por quase 25% do PIB, ganhou capítulo próprio nos programas protocolados no TSE. Abrindo os documentos, muita coisa se repete, seguro rural reforçado, fertilizante nacional para depender menos do importado e mais armazém e logística. O desenho é que muda, e muda bastante, o leque vai de um Plano Safra de cinco anos ao fim do subsídio ao grande agro. E aí vem o detalhe que o palanque não conta. A Abramilho já puxou a fila e cobra o plurianual anunciado em janeiro, junto com o Orçamento, porque o modelo de ano em ano vive atropelado pela conta pública. E a você, até 4 de outubro, cabe conferir quem detalhou e quem só citou.

NAS CABEÇAS DO AGRO

Tyson dando três passos pra trás

Fonte: Giphy

A Tyson, uma das maiores do boi nos Estados Unidos, desligou duas fábricas e pôs uma terceira à venda pelo motivo mais simples do mundo: não está achando gado pra abater. O rebanho americano está no menor nível em pelo menos cinco décadas, e quando falta matéria-prima lá dentro, sobra espaço no prato do americano pra carne que vem de fora. Adivinha quem é o maior vendedor do mundo? Mas o tamanho desse alívio ainda está em disputa, tem quem crave impacto imediato e quem diga que no médio prazo, dá quase na mesma. Mas tem um detalhe que ensina mais que a briga toda: a dona da Sadia e da Perdigão, que também é dona de frigorífico nos Estados Unidos e tira de lá quase metade do que fatura, fechou o trimestre com o destaque vindo de outro lugar, o frango halal que embarca pro Oriente Médio, que dobrou o resultado e já mira abrir capital por lá. De novo, quem depende de um só balcão vira refém.

COMO TÁ LÁ FORA?

Café, “meu precioso”

Fonte: Giphy

A multinacional do café parou de caçar o grão mais barato, agora ela paga pela certeza de que o grão chegará.

Isso porque um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a região cafeeira da Colômbia e bloqueou as estradas até o porto de Buenaventura. São 15 dias até o fluxo se normalizar, num país que abastece cerca de 25% do café bebido nos Estados Unidos.

Com o estoque de arábica certificado já curto, o comprador correu para o Brasil. E essa tranquilidade tem preço de tabela. O selo da Rainforest Alliance paga hoje cerca de R$ 30 de prêmio por saca de arábica, e chegou a R$ 100 no conilon no ano passado. O selo que o produtor via como enfeite de embalagem virou apólice do comprador.

Na quarta passada, o café amargava a maior queda para um ano desde o Plano Real, e agora o mundo vem bater na nossa porteira. Em ano assustador, paga mais quem tem medo de ficar sem.

EM PARCERIA COM CORTEVA

Terminei a colheita, e agora?

Fonte: Corteva

Colheu, guardou a máquina, e o talhão ficou lá, sozinho com o mato. Acontece que mexer na daninha depois da colheita não é frescura de área limpa, é economia de dinheiro. Planta que você pega antes de ela produzir outras sementes é planta que não vai te dar trabalho na safra que vem, e espécie de difícil controle que não se espalha é problema que não cresce. E tem o lado que quase ninguém liga ao próprio talhão: as exigências fitossanitárias dos mercados que compram a nossa soja começam bem aí, no que sobrou da sua área. A Corteva explica por que esse cuidado mexe tanto com a sua próxima safra quanto com a competitividade da soja brasileira lá fora. Mato deixado pra depois sempre cobra juros.

POR DENTRO DO MERCADO

O feijão carioca conta duas histórias

Fonte: CNN Brasil

Quase 100% de alta no feijão? Depende de que lado do balcão você faz a conta. No carrinho o susto é real, a média do pacote de um quilo saiu de R$ 8,46 para R$ 16,64 entre janeiro e julho, contra o mesmo período do ano passado, 96,8% a mais.

O detalhe é que esse acumulado carrega um pico de janeiro, R$ 27,50, que durou menos que resolução de ano novo, porque em fevereiro já tinha voltado para R$ 9,59.

Na porteira, o filme de agora é o contrário. Com a terceira safra saindo do Cerrado irrigado, o carioca de melhor qualidade recuou 9,55% em uma semana nas nove praças, e a pressão deve continuar com a colheita avançando. Tem vendedor pensando em guardar a saca, mas quem precisa de caixa não tem esse luxo.

QUEM COMPROU E QUEM SÓ OLHOU

A Boa Safra ficou no fim da fila do produtor

Você foi comprar adubo, viu o preço e decidiu que a semente ficava pra depois. Se fez isso, não foi o único, e agora dá pra ver o tamanho disso do outro lado do balcão. Numa fazenda a conta tem ordem, fertilizante primeiro, semente por último, e quando o adubo disparou a semente levou o empurrão.

No meio dessa história, a Boa Safra, uma das maiores sementeiras do país, viu o pedido de soja cair 12%. A manchete fácil culparia o banco. O que o balanço mostra é outra coisa, atraso e não desistência, porque ninguém vai deixar de plantar, só está fechando a compra mais tarde do que o costume.

E tem um detalhe que serve pra quem vende qualquer coisa pra fazenda: o que segurou a empresa não foi a soja, foi milho, feijão, forrageira, que multiplicou por seis e levou a carteira inteira ao recorde. Ou seja, quem vive do item que o produtor paga por último precisa ter mais de uma opção na prateleira.

DE OLHO NO PORTO

Chegou a hora do Brasil calcular o troco

Fonte: Giphy

Se o seu negócio tem alguma ponta nos Estados Unidos, essa é a hora de abrir a boca, e olha que não é força de expressão. Na quinta, o governo abriu formalmente o processo da Lei da Reciprocidade, que é o instrumento que permite devolver a tarifa na mesma moeda, e o rito manda ouvir quem é afetado antes de decidir o tamanho do troco. Abrir não é revidar, é montar a conta. E a conta é grande, o tarifaço americano já pega cerca de US$ 6,6 bilhões do que o Brasil manda pra lá, de açúcar a máquina agrícola. Nem todo mundo aplaude. Entre as empresas que tocam negócio nos dois países, quase todas preferem seguir na conversa a partir pra cima, com medo da resposta voltar em cima delas. Em julho a queixa foi protocolada em Genebra, agora o jogo é em casa. A questão é que quem não aparecer na oitiva pode acabar descobrindo a própria tarifa lendo o Diário Oficial. E aí, troco bom é o que o afetado ajuda a calcular ou não?

EM PARCERIA COM CORTEVA

Precisão que faz a diferença

Fonte: Corteva

Você garimpou o híbrido, pagou o preço do potencial alto, e ainda assim pode colher menos do que ele promete. O engraçado é que o problema nem está na semente. Genética e tecnologia de aplicação andam de mãos dadas, ou não andam. Se a regulagem do maquinário está torta, se a hora de aplicar não é a certa, se a tecnologia embarcada fica de fora da conta, o produto não chega onde precisa chegar e o potencial fica boiando no meio do talhão. A Corteva traz dicas de como extrair o máximo desempenho do seu híbrido.

PLANTÃO RURAL

SE DIVERTE AÍ

O jogo de hoje é o Canos Cruzados, da Geniol, você troca os canos de lugar até fechar o trajeto e só abre a válvula quando tem certeza de que a linha vai até o fim. Abriu antes da hora, molhou tudo e recomeça. Quem já montou irrigação conhece o drama.

VIVENDO E APRENDENDO

Resposta da edição passada: a vinhaça é o líquido escuro que sobra na destilaria depois que o caldo fermentado da cana vira etanol, cada litro de álcool deixa de 10 a 13 litros dela. Já foi dor de cabeça ambiental e hoje volta pra lavoura por fertirrigação, porque é rica em potássio e matéria orgânica, e ainda vira biogás no biodigestor. Resíduo que virou insumo.

Pergunta de hoje: o que é o ciclo pecuário, que ajuda a explicar a pior escassez de gado dos EUA em cinco décadas?


A resposta você confere na próxima edição!

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